sábado, 9 de fevereiro de 2013

Entrevista: MENTAL HORROR!

    Mais uma grande banda de Extreme Death Metal do Brasil, com grandes álbuns lançados, e com uma sonoridade altamente técnica e intricada... o MENTAL HORROR conseguiu o que nem bandas grandes como Krisiun e Sepultura conseguiram, propostas de selos gringos para lançamento de um debut-CD apenas com o lançamento de um Demo, com certeza uma grande vitória. Conversei com o guitarrista/vocalista Adriano Martini, o que gentilmente cedeu essa entrevista. 





1.     01. O Mental Horror estava indo de vento em polpa, digamos assim, vocês tiverem contrato com a Mutilation Records (Brasil), Necropolis Records (Estados Unidos), turnê pela Europa... O último lançamento da banda foi o Blemished Redemption (2006), vocês chegaram a dar uma parada? O que aconteceu para que a banda não lançasse mais nada de lá pra cá? 
Adriano : Primeiramente gostaria de agradecer ao espaço e pela entrevista … Cara quando lançamos o blemished redemption esta´vamos com uima formação nova , tínhamos recrutado o Sandro ( ex Rebaelliun ) para a bateria depois entrou o Marcos Seixas ( Hateworks) na outra guitarra isso em 2005 . Estávamos com dedicação de 200 % na banda , ensaiávamos 3 vezes por semana 4 horas de ensaio . , gravamos fizemos shows, tour e quando voltamos estávamos realmente cansados daqui . , da falta de apoio etc..Temos um cd fechado desde final de 2006 … Vamos ver quando sairá  !

2.  02. Você me disse que saiu uma versão polonesa do Blemished Redemption em LP... Você não achou uma puta sacanagem a banda não ter nem recebido algumas cópias? Alguma previsão de relançamento em LP dos álbuns da banda?
Adriano: Cara isso é assim mesmo  ! A banda é a ultima a ganhar alguma coisa pelo menos saiu !

3.   03. Vocês conseguiram algo que nem o Krisiun ou o Sepultura conseguiram, várias propostas de lançamento do primeiro full-lenght da banda apenas com o lançamento de uma Demo, sem precisar ir tocar na Europa ou Estados Unidos, como você avalia isso? Diria que foi a maior conquista da banda? 
Adriano: Sim foi uma grande conquista , conquistamos com o nosso som e isso para mim é muito gratificante ! Digamos que fizemos a coisa certa na hora certa .

4.  04. A turnê pela Europa foi após o lançamento do Blemished Redemption? Como foi a negociação? Vocês tiveram que bancar as passagens?
Adriano:Na verdade a tour foi antes , nós gravamos o cd e fomos la mostrar nosso trabalho . Sim bancamos a  ida , mas valeu cada centavo investido .

5.   05. A banda chegou a ter contato com os caras do Nile, né? Vocês foram convidados por eles para fazer uma turnê, né? Ainda possuem contato? Você diria que o Nile foi a banda que mais inovou no Death Metal?
Adriano: Sim assim como contato com o Genne Palubick (Angel Corpse ) Eric Hutan (Hate Eternal ) o pessoal do aversse sefira e do Diabollic , no Nile o contato  era o  Pete Hammoura  o ex batera deles que gravou o catacombs .O Nile é muito foda ! Não tem oque dizer da banda ! Muito Foda !

6.   06. Como anda a cena aí no Sul? Que bandas daí nos indicaria? É verdade que a galera daí pouca apóia as bandas locais, preferindo ficar bebendo nas portas dos shows ao invés de pagar ingresso pra entrar no show? 
Adriano:Cara a cena aqui é como a de todo o Brasil , se criou uma cultura de ficar bebendo e não entrar em shows no inicio da decada de 90 lotavam as casas , os bares que rolavam shows hoje é ilusão ! Se você tocar para 200 pessoas se concidere um grande artista do metal , é uma lástima isso o Intorment acabou de chegar de uma tour européia , tem Exterminate , tem o Bestial a Synphony Draconnis , cara ainda tem muita gente “teimosa “ aqui que quer tocar e ter banda  apesar de todas as dificuldades .

7.    07. Você é a favor que o Sul se separe do resto do país?
Adriano:Cara isso é um lance extremamente político e politica aqui nesse país  não resolve nada .
Tu achas que mudaria alguma coisa se o RS ou SP ou sei la quem se separasse do Brasil ?Eu pessoalmente acho que não ! Outra coisa , aprendi com os anos que certos assuntos não se discutem , que são: Politica , Gosto , Religião e Mulher ! E você ? É a favor de se separar do Brasil ?


8.  08.  Vocês realizaram algum show esse ano? O Mental Horror tem como ponte forte se apresentar ao vivo? Possuem planos de lançar um DVD?
Adriano:Sim começamos o ando bem ! Tocamos  em São Leopoldo , Santa Maria , Porto , esse ano vai ser bom gostariamos sim de lançar um dvd  , mas temos outras prioridades ..

9.  09.  Você é um exímio guitarrista. Você começou a tocar com quantos anos e qual guitarra e aparelhagem você está usando no momento? Vi que você está vendendo uma Prestige da Ibanes... Qual sua rotina diária de treinamento?
Adriano:Muito Obrigado !Cara eu uso ainda o meu pedal doctor drive da Meteoro que é um ótimo drive , muito encorpado e limpo . Uso efeitos da zoom e um JCM 900 com uma caixa com 4 X12 . Guitarras eu prefiro ibanez série RG e uso uma Ibanez Prestige 7 cordas. Atualmente ensaio pouco em casa pois não tenho mais tempo , mas na época de muleque cheguei a ficar 12 horas direto .. loucura isso ! uahuauah

110.   Como se dá o processo de composição do Mental Horror?
Adriano:Geralmente que compunha as musicas e apresentava no ensaio daí vamos fazendo os arranjos e as mudanças que acharmos necessárias no decorrer do tempo , já ocorreu caso de mudar musica na hora de gravar .

111.   Cite por gentileza 10 álbuns clássicos do Metal:
Adriano:Heretic (Morbid Angel ) ,Tomb of the Mutiladed ( Cannibal Corpse ) Necroticism - Descanting the Insalubrious(carcass) The Rack (Asphyx) Last one earth ( Asphyx) Appocaliptic revelations ( Krisiun ) , Conqueros to armaguedom (Krisiun ) Burn to the promissed land (rebaelliun) Black sabath ( black Sabath ) Arise ( sepultura ) , isso sem falar em Iron , Metallica , slayer etc...


112.   Você diria que o Krisiun é a maior influência para o Mental Horror? Quando o Metal Horror foi formado vocês tinham como objetivo seguir a mesma linha de som deles? Quais as grandes influências da banda? 
Adriano:Eu diria que é influencia sim , mas não a maior , sou muito fãi de Krisiun , mas sou fã também de morbid Angel . Acredito que todos queiram seguir os passos deles , afinal de conta eles fizeram com que a banda deles desse um salto no mundo inteiro .

113.  Você também toca no guitarra e vocal no Exterminate... Nos fale um pouco sobre essa nova banda... São os mesmos integrantes do Mental Horror? Por que duas bandas e não apenas uma já que ambas executam um extreme death metal?
Adriano:Sim toco com a exterminate Atualmente as duas bandas são a mesma formação , pois o sandro estava em recuperação do seu joelho por mais de um ano , daí eu pedi para o Iuri ( batera ) dar uma força já que o Marcelo (bass ) e o Rafael  Guitarra ) já tocavam no Mental . Estamos em estudio para lançar nosso debut . COME TO FLAGELLATION  que deve sair até o fim desse ano .  Nós temos duas bandas porque são dois sons diferentes dentro do extreme death  se você ouvir as musicas verá a diferença !

114.   Quais materiais podem ser adquiridos no momento diretamente com a banda? 
Adriano:Alguns cds e camisetas

115.   Quais foram suas últimas aquisições?
Adriano: de som quase nada tem me chamado a atenção to escutando mais coisas antigas da década de 70 ultimamente .

116. Então, quando poderemos desfrutar de um novo trabalho da banda?
Adriano:acredito que devemos entrar em estudio para gravar o Mental ainda esse ano , vamos ver , estou muito ocupado com o exterminate agora . Tudo envolve tempo e dinheiro .

117.  Muito obrigado pela entrevista Adriano, desejo boa sorte nessa longa jornada que o Mental Horror tem pela frente. Um forte abraço!
Adriano: Eu agradeço a oportunidade e um grande abraço a todos os hellbangers  e  ! Desculpe a demora !

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

AFTER FOREVER!


  

    Uma grande banda que infelizmente acabou e nos deixou com um gostinho de quero mais... After Forever! Com uma discografia maravilhosa (contendo 5 álbuns e 1 EP), e os majestosos vocais da linda Floor Jansen (uma das mais belas vozes da música em geral, ao meu gosto é claro), com teclados bem sinfônicos e um instrumetal de primeira linha, acredito que essa tenha sido uma das melhores bandas do Metal com vocais femininos. Ao meu ver After Forever era uma banda de Heavy Metal com influências do Doom, Gothic e Death Metal, já que eles no início da carreira tinham um direcionamento para o Death Metal. Com certeza o After Forever foi e será uma grande referência parada bandas de Heavy/Doom/Gothic Metal.

Biografia completa: http://pt.wikipedia.org/wiki/After_Forever

              











terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Entrevista: HEADHUNTER DC!




01.  Saudações Baloff e Headhunter DC! O Headhunter DC já é uma banda veterana, com grandes trabalhos lançados, shows inesquecíveis realizados e uma carreira notória. Como você avalia a carreira da banda durante todos esses anos? 
Baloff: Salve!!! A avaliação que faço é a do dever mais que cumprido, mas com a certeza que ainda temos um longo caminho a seguir – pelo menos no que depender de meu entusiasmo, perseverança e dedicação. Tudo que conquistamos até agora foi com muita honestidade, com muita paixão pelo que fazemos e acreditamos, e assim será até o fim. The saga continues...

02.   Você e Paulo Lisboa (guitarrista e fundador da banda) já estão juntos há muito tempo no Headhunter DC. O que você teria para nos contar sobre essa grande parceria e amizade? 


Baloff: Conheço o Paulo desde 1986, ainda na época do Túmulo, sua primeira banda, e desde então desenvolvemos uma parceria e irmandade que realmente rompe as barreiras do tempo. Vimos a cena de Metal Extremo de Salvador nascer, ajudamos a construí-la. Temos uma longa história juntos, muitas coisas em comum, comungamos de muitas ideias, então não haveria como ser diferente. ...In deathmetallic brotherhood forever!

03.  Como tem sido a divulgação e aceitação do mais recente trabalho, o álbum “...In Unholy Mourning...” no underground?
Baloff: A receptividade para “...IUM...” tem sido a melhor possível tanto dentro quanto fora do Brasil, mesmo ainda sem termos um lançamento oficial do mesmo no exterior, o que já estamos providenciando desde já. Alguns reviews o têm colocado entre os melhores lançamentos de Death Metal de 2012, além do que os comentários que temos ouvido por parte de quem a ele teve acesso têm sido muito satisfatórios num geral, e isso inevitavelmente nos deixa orgulhosos por todo o árduo trabalho desenvolvido até aqui. Logicamente existem algumas pessoas que fazem vista grossa e torcem o nariz para o que é feito do lado de cá do país, mas com esses já estamos acostumados, sempre existiram e sempre vão existir. O luto profano apenas começou...


04.  O novo álbum foi lançado nacionalmente pela Mutilation Records em versão CD Digipack, bem caprichado... O que achou dessa versão? Ainda pode rolar uma versão em LP pela própria Mutilation? Acho que uma versão em LP e CD pra escolhermos seria o ideal...
Baloff: Lançarmos nossos álbuns em vinil é sempre como uma prioridade para nós, então independente de qual selo será o responsável por esse lançamento, ele certamente estará disponível em breve. Ficamos muito satisfeitos com a versão em Digi CD via Mutilation/Eternal Hatred Records, tudo saiu exatamente como havíamos planejado! Tanto a versão CD quanto a versão LP européia virão com uma faixa bônus. Aguardem!

05.  Existe alguma proposta por parte de alguma gravadora para relançar todos os álbuns do Headhunter DC em LP ou CD em um Box?
Baloff: Existe sim, e isso só ainda não se concretizou por motivos contratuais relacionados aos nossos 2 primeiros álbuns, mas estamos na esperança que tudo se resolva da melhor forma e que isso se concretize muito em breve. De qualquer forma, segundo informações vindas da Mutilation, o “Born...” e o “Punishment...” estão na fila para serem lançados em Picture disc como o selo tem feito com alguns clássicos da Cogumelo, como “I.N.R.I.”, “Schizophrenia”, “Immortal Force”, “Morbid Visions” e outros, assim como também estamos negociando o lançamento do “...And The Sky...” em LP para breve.

06.  Como é o suporte dado pela Mutilation para as bandas do seu cast? O novo disco foi todo bancado por eles?
Baloff: Já havíamos trabalhado com a Mutilation no lançamento do “...ATSTTB...” em 2000 e criamos uma ótima relação com o Sérgio Tullula, tanto que essa parceria viria a se repetir 12 anos depois. Nosso acordo com o selo é basicamente o mesmo que fizemos anteriormente, ou seja, ficamos a cargo da gravação e arte de capa + layout do álbum e eles prensaram e estão distribuindo, com a diferença que o selo hoje está com uma estrutura bem melhor do que há 12 anos, podendo assim dar um suporte maior às suas bandas contratadas. Estamos muito satisfeitos com mais essa parceria com a Mutilation Records!

 
  
07.  Esse foi o primeiro trabalho que você fez as letras e as músicas, além da produção, certo? Como foi essa experiência pra você? Ficou satisfeito com o resultado final? Você pretende produzir registros de outras bandas?
Baloff: Um pouco da história da concepção de “...IUM...”, desde quando suas primeiras músicas começaram a ser compostas até o lançamento do álbum é contado um pouco por mim em um texto publicado no booklet do CD, e como disse lá, foi como um grande desafio para mim criá-lo e produzi-lo na íntegra, mas no final tudo valeu a pena, pois ficamos muito satisfeitos com o seu resultado final e cada um dos membros da banda tem a sua parcela de importância nisso. Eu já tive a oportunidade de fazer algumas pequenas produções de outras bandas anteriormente, mas nunca me dediquei realmente para dar continuidade à essa atividade de forma profissional. Talvez, quem sabe, num futuro não muito distante...

08.  Qual o contexto lírico em torno de In Unholy Mourning?
Baloff: A parte lírica de “...IUM...” confunde-se com meus próprios pensamentos, ideias e opiniões concernentes à podridão da cristantade e das religiões num geral. Basicamente é como uma continuação de “God’s Spreading Cancer...”, algo que eu poderia chamar de “anticristianismo com essência”, diferente de toda essa blasfêmia pueril e barata que vemos por aí – do tipo “pau no cú da virgem Maria” e por aí vai... Lendo letras como “Dawn of Heresy” e “Deny the Light”, por exemplo, todos entenderão o que estou dizendo. A morte também é mais uma vez focada dessa vez, sempre sob uma ótica de culto e contemplação ao inexorável destino de todos nós.

09.  Por que “...In Unholy Mourning...”, e não “…In Unholy Afternoon..” ou em “In Unholy Evening…”(risos)?
Baloff: O problema é que a tradução não foi feita corretamente por você, haha! Você certamente se confundiu entre o “mourning” (luto) do título do álbum e “morning”, que significa “manhã”. Não raro algumas pessoas realmente se confundem com relação às duas palavras, certamente pela similaridade entre ambas. E a propósito, a tradução livre do título do álbum é “...Em Luto Profano...”, ok?

10. Esse foi o primeiro trabalho da banda gravado por Daniel Beans (bateria) e George Lessa (guitarra)... A nova formação possui praticamente duas gerações, com integrantes mais velhos e mais novos, desculpa a indiscrição (risos). Isso ajuda, atrapalha ou não interfere em nada?
Baloff: É no mínimo interessante possuir integrantes com a mesma idade da banda, como no caso o Daniel, ou ainda mais novo que a mesma, como o George, mas felizmente nunca chegamos a ter nenhum choque de ideias com relação à banda ou às músicas em si, mas às vezes é inevitável que a diferença de idade causa alguma discordância em outros assuntos, mas felizmente nada que venha a prejudicar o desenvolvimento da banda – ou pelo menos nada que seja relevante a ser citado aqui... O importante é que ambos tenham o pode de absorver a essência da banda do jeito que deve ser, independente da idade de cada um, e felizmente é isso que acontece em suas relações com  o Headhunter D.C..

11.  Vocês tem feito muitos shows, não? Vocês possuem trabalhos paralelos a banda ou já conseguem viver só da música? Se não, ainda sonham com isso?
Baloff: Sim, felizmente nosso novo álbum tem gerado alguns bons frutos, entre eles uma turnê que já abrangeu boa parte do país, com alguns shows simplesmente memoráveis. Viver de Metal no Brasil ainda é uma grande utopia, então temos os pés bem fincados na realidade com relação a isso, e sendo assim todos têm suas atividades extra-banda, sendo que apenas eu me dedico em tempo integral ao Headhunter D.C.. De qualquer forma, seria muito bom podermos algum dia viver apenas da música que fazemos, e digo isso também em nome de outras bandas que trabalham sério e que também merecem essa conquista, mas infelizmente isso ainda trata-se de um sonho distante...




 12.  O que falta para que as bandas sul-americanas consigam viver da sua própria música assim como as norte-americanas e européias?
Baloff: Eu acho que isso é mais uma questão de cultura do que qualquer outra coisa. Lá fora a cultura metalhead é respeitada, e se você tem uma banda, ou um selo ou uma distro isso é considerado como emprego, sim, e até regulamentado em alguns casos. No Brasil, o erro já começa com o que é considerado como “música” pela sociedade, então obviamente nesse quesito estamos numa grande desvantagem...

13.  O Headhunter DC já está na cena há muitos anos... Como você compararia o underground de 20, 10 anos atrás perante o atual?
Baloff: Sempre faço esse tipo de comparação sob duas óticas, vendo todos os prós e contras de ambas as épocas. Os anos 80 e início dos anos 90 eram épocas mágicas, épocas de revolução e inocência, duas palavras que por serem tão antagônicas, funcionaram tão bem juntas durante aquele período, e que hoje infelizmente (ou felizmente mesmo, dependendo do ponto de vista) não existem mais. Atualmente vemos uma acessibilidade a tudo tão grande que tudo se tornou banal demais, ainda que essa facilidade nos traga alguns benefícios, principalmente a nós bandas, mas olhando pelo lado ideológico da cena, muita coisa boa vivida naqueles áureos tempos se perdeu e muitos valores foram trocados. Só quem viveu aquele período saberá exatamente o que estou falando.

14.  Você diria que o MP3 ajudou mais ou prejudicou mais as bandas undergrounds? Como você encara esse artifício?
Baloff: Existem também os dois lados da moeda nessa questão: logicamente que o MP3, em minha opinião, e consequentemente o download, foram como dois verdadeiros cânceres no Underground, quase que acabando com a magia do Metal encontrada nos anos de glória e tornando tudo normal, banal, acessível demais, mas isso é uma visão ideológica da coisa e que pra mim é a que realmente importa, porém, não serei tão extremo a ponto de renegar a importância dessa e de outras ferramentas no sentido da praticidade e interatividade na cena. Infelizmente o formato virtual acabou se sobrepondo ao formato físico dos materiais num âmbito geral, e isso derrubou a valor dado a cada um desses materiais conquistados a níveis baixíssimos. Felizmente, ainda existem aqueles que mantém a tradição dos formatos físicos viva, mantendo, assim, a velha chama do verdadeiro Metal Underground acesa como nos velhos tempos.


15.  Por que deus e o cristianismo são os cânceres do mundo? Como você acha que seria o mundo sem eles?
Baloff: Veja quanta gente, quantos povos e quantas culturas foram dizimadas e quanta corrupção e violência de todos os tipos continua sendo proliferada mundo a fora em nome de Deus e do cristianismo e saberá a resposta para essa pergunta. Um mundo sem “Deus” e sem cristianismo certamente seria um mundo mais livre e menos hiopócrita, com as pessoas andando com os seus próprios pés e pensando com o seu próprio cérebro.

16.  Lembro-me que há cerca de dez anos atrás, conversando contigo, você falava sobre as bandas brasileiras que vão pra Europa pra tentar a sorte, na maioria das vezes às escuras, passando fome, sede e frio, geralmente tendo que bancar passagem, isso quando não tinham que bancar alimentação e estadia... Como você encara esse sonho de tocar no velho continente o qual faz parte de muitas bandas? É por esses e outros motivos que o Headhunter DC nunca tocou no velho continente?
Baloff: Também. Eu sempre disse que nós do HDC nunca tivemos aquela obsessão de tocarmos no exterior a qualquer custo como algumas bandas nacionais costumam ter, geralmente levando-as a más experiências disfarçadas de “sucesso”, mas por outro lado admiro aqueles que metem as caras e apostam em seu trabalho, porém nesses casos a honestidade no trabalho e um pouco de bom senso sempre deve prevalecer. Sempre fomos muito cobrados em tocar no exterior, sendo nós uma banda com 25 anos de estrada, enquanto bandas com bem menos tempo já fizeram 2, 3 turnês lá fora, mas alguns aspectos influenciam nisso, e entre eles logicamente está a falta de uma estrutura e planejamento melhor para que tenhamos as condições básicas para mostrarmos nosso trabalho numa investida desse porte. De qualquer forma, como já deve ser do conhecimento de todos, acabamos de ser convidados para tocarmos na 16ª edição do festival SWR Barroselas Metal Fest em Portugal em abril desse ano, e estamos bastante honrados, orgulhosos e também ansiosos por essa confirmação, tanto pelo reconhecimento por parte da produção do evento quanto por estarmos dividindo o palco com nomes como Possessed (mais uma vez), Pentagram (EUA) e outros. A ideia é aproveitarmos essa ida a Portugal e realizar uma tour de 20 dias pela Europa no período entre abril e maio, dando continuidade às comemorações de 25 anos do Culto da Morte. Vamos ver o que acontece. Mais infos em breve.

17.  Vocês têm planos pra lançar um DVD? Que músicas não poderiam faltar?
Baloff: Gravarmos um DVD também está entre os planos mais imediatos da banda, e se conseguirmos colocar isso em prática ainda esse ano seria perfeito, pois seria mais um lançamento para sintetizar esse ¼ de século ininterruptos de atividades do Headhunter Death Cult. Algumas músicas-chave realmente não poderiam estar de fora de um lançamento como esse, e entre elas certamente estariam “Am I Crazy?”, “...And The Sky Turns To Black...”, “Forgotten Existence”, “Death Vomit”, “God’s Spreading Cancer...”, “Winds of Death”, “Conflicts of the Dark and Light” entre outras.




18.  A banda já chegou a se mudar pra São Paulo, estou certo? Pensam em voltar pra lá?
Baloff: Não, nunca chegamos a nos mudar para São Paulo, apesar de já termos cogitado essa possibilidade algum tempo atrás. Na verdade moramos durante quase todo o ano de 1993 em Belo Horizonte, ano em que gravamos o “Punishment at Dawn”. De qualquer forma, tenho muita vontade em passar uma temporada em São Paulo com a banda, mas infelizmente isso não depende apenas de minha vontade e disponibilidade. Vejamos o que poderá acontecer mais à frente...

19.  O que o Headhunter DC significa na sua vida?
Baloff: Headhunter D.C. é como uma extensão de minha própria vida, definitivamente não consigo me imaginar sem a banda. É algo que está muito além do que apenas tocar Death Metal, e isso pouquíssimas pessoas entendem ou entenderão algum dia.

20.  Particularmente falando, ...And The Sky Turns To Black..., é o meu album favorito da banda, assim com sua magnífica capa. Você diria que o trabalho citado é o favorito na maioria dos seguidores do Headhunter? Qual o seu álbum favorito da sua banda?
Baloff: Sem hipocrisia, demagogia ou clichês baratos, o meu álbum favorito do Headhunter D.C. sempre será o último, caso contrário não faria mais sentido estar gravando e lançando trabalhos novos, pois a “busca” teria acabado, se é que me entende. Esse lance de álbum favorito varia muito entre os fãs e admiradores do Culto, realmente muita gente cita o “...ATSTTB...” como o melhor, enquanto que outras preferem o debut, outras o “Punishment...”, “God’s...”, enfim, gosto dessa diversidade nas opiniões sobre cada trabalho nosso, pois prova, entre outros aspectos, a grande diversidade alcançada em cada álbum lançado, mas sempre mantendo, é claro, nossa identidade intacta, algo não tão comum de se ver nos dias atuais.


21.  Você diria que a turnê de vocês sul-americana foi um dos ápices da carreira do Headhunter? Alguma previsão para outra tour fora do país?
Baloff: Eu diria que sim, foi algo mesmo muito importante em nossa carreira, principalmente por ter sido o primeiro giro fora do país. Também, conferir ‘in loco’ algumas cenas as quais já acompanhava desde o final dos ‘80’s, como a chilena por exemplo, foi algo que realmente sempre imaginei fazer. Sobre outra tour fora do país, falei sobre isso numa das questões anteriores, mas também queremos voltar a fazer um giro pela América do Sul, principalmente em alguns lugares onde ainda não tocamos, como em Lima, no Perú, Colômbia, Venezuela, entre outros.

22.  Cite por gentileza 10 clássicos do Metal:
Baloff: Piece of Mind, Master of Reality, Haunting the Chapel, Seven Churches, Powerslave, Dawn of Possession, Scream Bloody Gore, Black Metal, In the Sign of Evil e Emperor’s Return.

23.  Li no blog Metal Samsara, que vocês pretendem relançar o Live Tape (2002) e um possível split 7” ou 10” com uma banda de fora, ano que vem... O que poderia nos adiantar sobre esses lançamentos?
Baloff: O Live Tape 2002 será relançado em CD pela Eternal Hatred Records ainda nesse primeiro semestre de 2013, algo que já vínhamos planejando há bastante tempo, principalmente pela grande procura por esse material, já que a versão em cassete havia saído de forma extremamente limitada em apenas 100 cópias. Já esse split sobre o qual falei no Metal Samsara por enquanto está em ‘stand by’ devido a outros projetos mais urgentes que temos atualmente, mas já estamos com uma música nova pronta para esse lançamento e outra sendo desenvolvida. Mais news a respeito muito em breve...

24.  Agradeço imensamente pela entrevista. Desejo sorte nos shows e na divulgação de In Unholy Mourning! Long Live The Death Cult!
Baloff: Eu é que agradeço pelo espaço cedido no Penumbra ‘zine, Rodolfo! A todos os leitores, fãs, irmãos e admiradores do Headhunter D.C., confiram “...IUM...”, mantenham-se brutais e continuem seguindo o Culto! ALL HAIL!!!!!!!!!!!!!! SALVE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

MYSTIFIER: notícias!

MystifieR - News 2012/2013

O MystifieR prossegue em sua turnê mundial “Antiguos Himnos para la dominación del Mundo” em 2013. Além das apresentações já feitas no Brasil, assim como no Peru, Chile e Colômbia, a banda tem previsão de se apresentar nas seguintes cidades:
- Janeiro/2013 em Ipiaú/Bahia;
- 16 de fevereiro/2013 em São Paulo/SP, no Arena Metal;
- Março/2013 em Valente/Bahia;
- Abril/2013 em Calgário/Canada, no festival Torment and Fire vol. II, com diversas bandas internacionais.
- E aguardando confirmação de apresentações nos Estados unidos, México e Guatemala.

Ao mesmo tempo, alguns relançamentos estão em fase final de produção, como:
- Coletânea em Digipack/CD, intitulada "Demonized", com as duas demo-tapes "Tormenting the holy Trinity" e "Aleister Crowley", a ser lançado pela Impaled Records;
- O segundo álbum "Göetia", a ser lançado em LP duplo (gatefold) e Digipack/CD, pela Mutilation Records;
- O primeiro e segundo álbuns "Wicca" e "Göetia", respectivamente, serão lançados em LP/CD/Digipack com um DVD de bônus cada.

A banda promete aos admiradores lançar algo novo em 2013. Beelzeebubth já prepara algo em seus domínios, neste sentido.

Para maiores informaçoes sobre a banda: mystifier_beelzeebubth@hotmail.com
     
 
                  

domingo, 16 de dezembro de 2012

Entrevista: FERNANDA TERRA!


FERNANDA TERRA: pegada, técnica e beleza nas baquetas!


Não se deixe enganar por esse rostinho lindo... Fernanda Terra é uma das bateristas mais talentosas que já tive o prazer de ver e ouvir, infelizmente não ao vivo... Fernanda ficou conhecida no meio Metal após ter tocado na Nervosa, banda feminina de Thrash Metal, grande revelação do estilo, na qual a grande baterista gravou Time Of Death (lançado em vinil no exterior pela Napalm Records, limitado em 150 cópias) e no Brasil em formato de Demo, ambos formatos contendo as mesmas músicas, 3 faixas de um Thrash Metal vigoroso, aonde Fernanda mostra toda sua habilidade e pegada nas baquetas... Fernanda é endorser de grandes marcas como o da bateria Sonor e pratos Paiste, além de dar aulas em uma das escolas mais conceituadas do país, a Bateras Beat. Conversei com esse grande fenômeno das baquetas... Fernanda Terra!


01.  Olá Fernanda, como vai? Primeiramente gostaria de te parabenizar por toda sua carreira, toda sua técnica com as baquetas, e pelos seus 20 anos de bateria.  Perdoe-me, mas não tem como não tocar no assunto, acho que todo mundo ficou chocado... O que levou a sua saída da Nervosa? Vocês eram grandes amigas, não? Você já está tocando em uma nova banda?
Fernanda: Antes de tudo, obrigada!
É todo mundo tem me perguntado isso, eu saí  pq não tava mais rolando pra mim, não consigo levar nada adiante se não estou feliz.
Já estou tocando sim, mas a banda ainda não tem nome, logo mais teremos material pra mostrar. A banda tem influências de Slayer, Pantera, Suicidal Tendencies, Death e Sepultura. E to planejando algo com a Karen que tocava na Nervosa.

02.  Você começou a fazer aulas de bateria em 92, certo? Mais ou menos depois de quanto tempo você já estava tocando em uma banda? Qual foi sua primeira banda?
Fernanda: Eu já comecei tocando em banda, fui fazer aula pra tocar direito na banda do meu irmão que tava sem baterista, a gente tocava cover de Metallica, Iron Maiden, L7, Ramones e tinha música própria também. Essa banda não tinha nome, alias minhas primeiras bandas não tiveram nomes e também não saíram da garagem.

03.  Desde então você não parou mais de tocar, passou por varias bandas de hardcore e punk do underground brasileiro como Food 4Life, Baby Scream, hellas, Touching Lips, No Fashion, Final Fight, Gutter Cats, Lyrex, entre outras. Você pode e ainda tem vontade de voltar a tocar em uma banda de hardcore ou punk ou pensa em se especializar e se dedicar cada vez mais ao Metal? Quais as diferenças técnicas na forma de tocar uma bateria de punk, hardcore e uma de Metal?
Fernanda: Eu to curtindo tocar metal, quando eu montei a Nervosa eu tava procurando mulheres pra tocar metal, usar pedal duplo de novo, e colocar um pouco de ritmo brasleiro e latino e não matou minha vontade por isso to montando essa nova com o mesmo conceito, só que de mulher sou só eu e a baixista. Mas eu to gravando o cd novo do Excomungados (banda de punk rock clássica aqui do Brasil) e sempre vou ouvir punkrock/hardcore.
Eu acho que tocar metal é mais legal que punk, pq da pra vc colocar mais notas, fazer uma levada mais complexa, usar pedal duplo, no punkrock se vc enche de notas fica fake, perde a essência punk, e por isso acho mais legal tocar guitarra numa banda punk, quem sabe um dia...


04.  No final de 2008, você lançou o cd "Quem de medo corre, de medo morre" com a banda Final Fight, e esse ano o Demo-EP (demo no Brasil, e Vinil no exterior) com a Nervosa. Esses são os seus únicos trabalhos lançados?
Fernanda: Não, além do Final Fight, lancei cd com o Food 4 Life também e tenho algumas outras demos lançadas também além da Nervosa, coletâneas, e algumas participações especiais.

05.  Você tem patrocínio da bateria Sonor, pratos Paiste, peles Aquarian, baquetas Alba, cases Hellocase... Como se deu essas parcerias? Eles que entraram em contato contigo? Há quanto tempo você tem esses patrocínios? Você recebe alguma ajuda ou apenas os materiais para trabalhar?
Fernanda: Sim, eles que entraram em contato comigo, quando eu ia atrás eu não conseguia nada rs, hoje em dia não preciso mais ir atrás não.
Paiste faz uns 2 anos, Sonor e Aquarian faz 6 meses, baquetas Alba acho que já faz uns 7 anos e Hellocase faz mais tempo, não sei direito. Eu recebo material pra trabalhar, que é uma puta ajuda, não tenho o que reclamar de nenhuma dessas marcas.

06.  Possui algum tipo de cuidado com sua saúde? Evita ingerir bebidas alcoólicas, faz alguma dieta... Tocar bateria é um esporte?
Fernanda: Faz um mês que voltei a fazer bike endoor, fazia 2 anos que eu tava parada.
Eu não tomo refrigerante já faz uns 8 anos, mas pq eu não gosto mesmo, prefiro até água de torneira que nem é saudável rs. u sempre comi comida integral na casa da minha mãe, me acostumei e hoje em dia prefiro. Eu bebo sim, cerveja e vinho, mas hoje em dia bebo pouco.
Pra mim bateria é um esporte, tem que ter condicionamento físico, e não tem milagre isso vc só consegue treinando, ainda mais se quiser tocar estilos que exigem velocidade e resistencia como o metal, hardcore, punk...

07.  Que outras meninas que tocam bateria dentro do Metal você nos indicaria a conhecer?
Fernanda: No Brasil eu gosto da Adrismith do Pandora, Ariadne do Valhalla, Julie Sousa do Mortarium, tem várias bateras bacanas...Fora do Brasil eu gosto da Linda Mcdonald, Mercedes Lander, Lux Drummerette e Meytal Cohen.







08.  Por que você trocou o endorser da RMV para o da Sonor?
Fernanda:  Eu achei que era a melhor coisa pra fazer no momento. Não tinha contrato temporal e sim em quantidade de bateras.

09.  Qual o kit que você utilizava com a Nervosa?
Fernanda:O Kit que já usava antes e vou continuar usando, 3 tons, 2 surdos, 1 cowbell, 1 tamborim, 3 crashs, 1 china, 1 condução e 1 chimbal. Pretendo um dia colocar mais um chimbal e um bumbo a mais.


10.  Para treinar em casa, o que você utiliza: bateria eletrônica, de treino ou acústica? Qual sua rotina diária e semanal de treinamento?
Fernanda:  Eu não tenho batera eletrônica, eu treino no pad em casa pq voltei a morar em apartamento, mas tenho patrocínio do estúdio produssom, onde sempre vou treinar. No pad eu treino todo dia pelo menos meia hora, mas o foco é treinar de uma a duas horas. Quando vou no Produssom, eu treino normalmente de 2 a 3 horas.

11.  O que é necessário para ser um bom baterista de Metal?
Fernanda: Ser criativo, saber usar rimshot e treinar muito pra ter condicionamento físico e velocidade.

12.  O que você gosta de ouvir dentro da música em geral?
Fernanda: Gosto de muita coisa, metal, punk, hardcore, reggae, rock nacional dos anos 80, ska, rockabilly, psychobilly...


13.  Há quanto tempo você já dá aulas de bateria? Você vive disso? Possui alguma formação: faculdade, curso técnico...? Algum dos seus alunos já está em alguma banda? Como é o seu processo de ensino?
Fernanda: em 98 eu dei um pouco de aula, parei e comecei de novo em 2010, eu vivo disso e as vezes faço freelance de design gráfico nas horas livres. Eu sou pós graduada em design, antes levava a música como plano B mas sempre levei a serio e o hobbie virou primeiro plano.
Tenho aluno que tem banda cover, não vejo a hora de algum aluno começar a tocar som próprio, aí sim vou ver o resultado do que eu criei ahaha mas a tendência com o tempo é essa mesmo, tenho uma aluna que tem banda própria mas ela já tinha antes de começar a fazer aula comigo...Meu processo de ensino já começa com leitura basica, meia hora de baqueteamento e meia hora na batera.

14.  E toda essa violência aí em Sampa... Como você encara e vive com tudo isso?
Fernanda: É muito triste ver gente morrendo de graça por aqui, da um pouco de medo mas não da pra deixar de viver né? Está bem tensa a situação entre a polícia e o PCC, o jeito é se for a bairros da periferia obedecer ao toque de recolher pra não ser mais uma vitima.

15.  Cite por gentileza 10 álbuns clássicos do Metal:
Fernanda:
Sepultura - Arise
Pantera - Cowboys from hell
Black sabath - Paranoid
Iron Maiden – Killers
Suicidal Tendencies – Light Camera Revolution
Motorhead - Bastards
Slayer – Show no Mercy
Death - Symbolic
Megadeth- Rust in Peace
Metallica – Kill Em All

16.  Alguns bateristas utilizam kits enormes de bateria, como: Terry Bozzio(Frank Zappa), Neil Pearl(Rush), Nicko McBrian(Iron Maiden) ... Você pensa um dia em ter uma banda com uma sonoridade mais virtuosa e tendo que usar um kit de bateria enorme?
Fernanda: Ah até penso em ter uma banda virtuosa sim mas não penso em ter uma batera tipo a do Terry Bozzio não...No máximo 2 bumbos, mas sei lá né? Posso mudar isso um dia...

17.  Quais os 10 bateristas mais técnicos pra você da história do Metal?
Fernanda:  Mike Portnoy, Mike Mangini, Gene hoglan, vinnie paul, Dave Lombardo, Mike Terrana, joey jordison, Aquiles Priester, Derek Roddy, Carmine Appice

18.  O que você diria para quem está começando a aprender tocar bateria?
Fernanda: Procurem um professor antes de criar vícios!!! Estudem o máximo que puderem! Montem banda!


19.  Então Fernanda... Lugar de mulher é na cozinha (risos)? Você manda bem no fogão ou só no microondas (risos)?
Fernanda: Na minha banda nova sim ahaha
Mas falando serio, não sou muito boa não rs, faço o básico. Na minha família os homens cozinham melhor que as mulheres, meu pai teve restaurante e é engraçado ver meu irmão ensinando minha mãe a cozinhar, ela sempre preferiu trabalhar fora e acho que eu puxei a ela rsrs

20.  Me diga uma coisa... Por que você é tão linda assim (risos)?
Fernanda: putz vc falou isso pra compensar a pergunta anterior né? haha...Eu não me acho linda mas sou vaidosa, me cuido, linda são minhas tattoos!!!


21.  Você se vê tocando bateria por mais 20 anos?
Fernanda: Até o dia que eu morrer!!! Não sei nem o que é TPM sem espancar a batera ahaha talvez na menopausa em comece a tocar reggae quem sabe, mas parar de tocar, NUNCA!

22.  Muito obrigado Fernanda pela entrevista, desejo boa sorte na sua longa carreira que ainda terá pela frente! Força e saúde! Beijo e abraço!
Fernanda: Obrigada!!! Sucesso pra vc também! Valeu pela oportunidade!!!

www.fernandaterra.com